POSTURA NA DANÇA BREAKING

Publicado: julho 14, 2014 em Uncategorized

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Muitas pessoas podem acreditar que isso é besteira e não influencia na performance durante a vida útil da dança, o que é uma grande erro.
Tronco ereto, cabeça erguida, barriga para dentro e ombros para trás – essa é uma sugestão para todo bboying/bgirling que quer manter a boa postura durante treinos e competições.
Repare por que a postura na dança breaking é um assunto importante:
Em termos de biomecânica a postura é muito influente, pois quando o bboying/bgirling faz o movimento para deixar o tronco ereto, como se estivesse sendo puxado para cima, toda a musculatura extensora responsável por sustentar o corpo contra a ação da gravidade é ativada, evitando a queda. Quando o corpo está ereto, o cérebro responde automaticamente fazendo que os músculos dos membros inferiores também sejam ativados, melhorando então a sustentação de todo o corpo. Toda essa ativação da musculatura é importante para nós, pois é a base para a estabilidade das articulações durante a dança. Quando o bboying/bgirling mantém o tronco ereto, facilita a contração dos músculos que sustentam a pelve (bacia), o que evita sobrecarga nessa região e desalinhamentos nos quadris e joelhos. A contração da barriga também auxilia na estabilização e no alinhamento do corpo; sendo assim, o melhor a fazer é deixar o abdômen rígido, sem murchar ou estufar. Já em relação à postura dos ombros, a preocupação pode ser menor, pois eles se posicionam naturalmente no lugar certo se o restante do corpo estiver trabalhando corretamente. Mas não é só na sustentabilidade do corpo que a postura ajuda; durante o processo de praticar a dança breaking a musculatura extensora também é responsável pela impulsão, ou seja, o movimento que faz o corpo ir para cima/frente. Portanto, estar com o corpo treinado para que a postura fique há seu favor nos treinos, competições, deve ser uma preocupação individual de todos os praticantes desta dança.

MCCDB_CHILE

 

WORKSHOP MCCDB en “SUR BREAKERS 2014 – CHILE” 20 julio 12:00
Gimnasio Nasim, Linares

Video mostra um pouco do que rolou no workshop MCCDB que aconteceu dentro evento EUROBATTLE 2014 Portugal.

MCCDB (Método Consciência Corporal da Dança Breaking)
28 Junho 2014 | Em Ermesinde – Portugal.

Confira:
https://www.youtube.com/watch?v=1JBNZSnSxVg 

MCCDB_Portugal_Porto
Parabéns a todos bboying/bgirling por fazer parte desta vivência corporal neste workshop. E equipe eurobattle 2014, foi um prazer trabalhar com vocês. 
- Com um passo de cada vez chegamos lá!

estiramento

O estiramento muscular é uma lesão indireta caracterizada pelo “alongamento” das fibras dos músculos além dos limites normais. Ele está entre as lesões mais frequentes na dança Breaking e modifica significativamente os hábitos de treinamento e de competição dos praticantes.

Normalmente estiramentos musculares são causados por negligência dos bboying/bgirling. Usar uma técnica de treino de maneira incorreta, postura inadequada durante a dança, sobrecarga e fadiga muscular, diferença de comprimento de membros inferiores e diminuição da amplitude de movimento são os erros mais comuns. Porém, a contração rápida e explosiva, é quem fundamentalmente proporciona o surgimento da lesão.

O primeiro sinal de estiramentos é uma dor súbita durante a prática da dança, e algumas vezes acompanhado de uma sensação de estalido. A intensidade da dor é variável e geralmente provoca desequilíbrio e interrupção do movimento. Os sintomas que podem ser observados depois são: deficiências de flexibilidade, desequilíbrios de força entre músculos de ações opostas, lesões musculares que não melhoram, distúrbios nutricionais e hormonais, infecções e dificuldade de coordenar movimentos.

Existem grupos musculares mais propensos a este tipo de lesão, como os músculos posteriores da coxa, os da panturrilha, a musculatura interna da coxa e o músculo anterior da coxa. Estudos indicam a junção músculo-tendão, também conhecida como região distal do ventre muscular, como o principal local da lesão. Mesmo assim, é bom deixar claro que qualquer ponto do músculo é suscetível ao estiramento.

Recomendação

O médico sempre deve observar o condicionamento físico do bboying/bgirling, se sofreu a lesão no início ou no final da competição ou treino, como foi feito o aquecimento, condições climáticas e o estado de equilíbrio emocional, se o bboying/bgirling lesionado foi muito exigido na competição. Se o profissional não levar em conta esses fatores, é aconselhável que o paciente procure uma segunda opinião após o diagnóstico.

A classificação dos estiramentos tem importância no diagnóstico, já que identifica e quantifica a área lesada do músculo, os fenômenos decorrentes desse problema, a gravidade da lesão, os critérios de tratamento, o tempo de afastamento do esporte e a previsão de sequelas. Podemos classificar os estiramentos de acordo com as dimensões da lesão em:

Grau I – é o estiramento de uma pequena quantidade de fibras musculares (lesão em menos de 5% do músculo). A dor é localizada em um ponto específico, surge durante a contração muscular contra-resistência e pode desaparecer no repouso. O edema pode estar presente, mas, geralmente, não é notado no exame físico. Ocorrem danos mínimos, a hemorragia é pequena, a resolução é rápida e a limitação funcional é leve. Apresenta bom prognóstico e a restauração das fibras é relativamente rápida.

-Grau II – O número de fibras lesionadas e a gravidade da lesão são maiores (a lesão atinge entre 5% e 50% do músculo). São encontrados os mesmos achados da lesão de primeiro grau, porém com maior intensidade. Acompanha-se de: dor, moderada hemorragia, processo inflamatório local mais exuberante e diminuição maior da função. O tratamento do problema é mais lento.

-Grau III – Esta lesão geralmente ocorre desencadeando uma ruptura completa do músculo ou de grande parte dele (lesão atinge mais de 50% do músculo), resultando em uma grave perda da função com a presença de um defeito palpável. A dor pode variar de moderada a muito intensa, provocada pela contração muscular passiva. O edema e a hemorragia são grandes. Dependendo da localização do músculo lesionado em relação à pele adjacente, o edema, a equimose e o hematoma podem ser visíveis, localizando-se geralmente em uma posição distal à lesão devido à força da gravidade que desloca o volume de sangue produzido em decorrência da lesão. O defeito muscular pode ser palpável e visível.

Após tratamento inicial na fase aguda da lesão, com gelo, repouso, elevação, uso de anti-inflamatórios prescritos por um profissional médico, ultrassom pulsátil, microcorrentes e laser, inicia-se a recuperação do movimento ativo, com carga que não produza dor. A inclusão dos exercícios de alongamentos são fundamentais na recuperação da lesão.

Após esta sequência, utiliza-se os exercícios de recuperação funcional que têm como objetivo retornar o bboying/bgirling ao nível de atividade antes da lesão, restaurando a estabilidade funcional e os padrões de movimentos específicos para a dança Breaking, minimizando o risco de nova lesão. A evolução do tratamento deve obedecer a uma avaliação diária da dor, amplitude do movimento, força muscular e a sensação subjetiva do paciente.

workshop

PORTO – PORTUGAL

aula
No MCCDB, recomendamos que qualquer praticante iniciante pode e deve incluir treinos de explosão na sua rotina semanal, mas cuidado, cada pessoa tem seu limite e tempo ideal de recuperação.

Aqui, pegamos a ideia principal desse tipo de treino intensificamos e direcionamos para a sua realidade.

Apesar da grande maioria dos passos da dança Breaking ser uma pratica que preza mais a resistência, o treino de explosão é fundamental para que o praticante não se acostume com o próprio ritmo, com a constância, e supere os limites de criar e evoluir.
Nos exercícios voltados ao fortalecimento corporal, (passado/executado um dia antes da treino da danca Breaking), orientamos um treino para ganhar velocidade, séries mais curtas – 20 segundos a um minuto, com descanso de um minuto ou mais, tanto de conjunto com Top Rock, quanto no footwork – com bastante trabalho de explosão. Para treinar velocidade no footwork, costuma-mos orientar que os praticantes utilize as palmar das mãos. Na top rock, treine as séries curtas. Ponha o treino na planilha e siga à risca, com chuva, com frio. Treine praticamente com dois dias regenerativos, que são aqueles treinos leves: Yoga, Pilates (ou outra pratica que seja adequada e saudável para você).
Costuma-mos fazer 2 sessões semanalmente de treinos com duas horas, final da tarde para noite (voltado somente a dança breaking). Faça a pratica de recuperação duas vezes por semana (o horário que lhe caber), o que ajuda-rá ter mais estabilidade de força e maior controle dos movimentos.